Você já sentiu que caiu de paraquedas dentro de uma novela de época durante uma viagem? Foi esse o ‘choque’ cultural, no melhor sentido possível, que a Casa Nostra me proporcionou em Pindobas.
Para quem já acompanha o Blog Mundo Viajante, sabe que eu sou apaixonada por destinos que unem história, cultura e, claro, aquela comida boa que aquece o coração. E se você me perguntar qual é a experiência capixaba se encaixa nisso, vou indicar a imersão da Casa Nostra.
Recebi um convite especial do SEBRAE e Convention & Visitours Bureau para conhecer esse pedacinho do Espírito Santo.
E admito que eu não sabia exatamente o que encontraria, mas a experiência acabou me surpreendendo positivamente.
História dos imigrantes italianos: O legado nas montanhas através da Casa Nostra

Antes de detalhar a visita, vale a pena entender por que esse lugar é tão especial. O Espírito Santo guarda uma das histórias de imigração mais bonitas do Brasil.
Tudo começou lá em 1874, quando os primeiros italianos subiram a serra em busca de uma vida nova.
Imagine a coragem dessas famílias: elas saíram de uma Europa em crise para desbravar matas fechadas e terrenos íngremes e acabaram se tornando os primeiros imigrantes italianos a estabelecer raízes no Espírito Santo.
Esses pioneiros fundaram Venda Nova do Imigrante e, com muito trabalho braçal, transformaram parte da paisagem capixaba no cenário que vemos hoje.
Por conta disso, a comunidade local preserva e relembra os seus costumes ao mesmo tempo em que mantem viva a essência da imigração italiana.
Onde fica e como chegar no distrito turístico de Pindobas?

A Casa Nostra ocupa uma posição estratégica na Rodovia Pedro Cola (km 9), também conhecida como Estrada Castelo, situada no Distrito de Pindobas.
Esta localização marca exatamente a divisa entre os municípios de Venda Nova do Imigrante e Domingos Martins, facilitando o acesso para quem transita entre os principais polos das montanhas.
O percurso a partir de Vitória soma aproximadamente 110 km e a minha recomendação prática é utilizar um veículo próprio ou alugado para o trajeto.
Como o transporte público intermunicipal possui horários restritos e não para na porta dos empreendimentos rurais, ir de carro é considerado como a melhor opção.
Como é a visita ao espaço Casa Nostra?
Prepare o coração (e o estômago!), porque a visita é dividida em etapas que fazem a gente se sentir parte da família.
Eu separei os detalhes para você entender por que esse passeio é uma verdadeira experiência nas montanhas capixabas e uma imersão na cultura italiana.
Parte 1: Um mergulho na história e memórias de Pindobas

Logo na chegada, percorremos instalações que abrigam objetos de época, refletindo a história da chegada dos imigrantes italianos
O que mais me chamou a atenção foram as cores vibrantes e a forma como tudo foi organizado de maneira artística.
São peças originais de carpintaria, ferramentas de marcenaria e agricultura que mostram o suor das famílias pioneiras, refletindo a rica história da imigração italiana.
Um detalhe que me encantou foi a parede cheia de canecas esmaltadas vermelhas, que emolduram cinco canecas originais da época.
No entanto, é fundamental ficar atento ao tipo de ingresso: a visitação autoguiada, que é a opção mais econômica, termina precocemente nesta primeira parte histórica do casarão.
Ela dá acesso apenas a esse acervo inicial, o que pode deixar o passeio incompleto para quem deseja conhecer mais a fundo.
Então, se você quer viver a alma do lugar, eu recomendo de olhos fechados que você invista na experiência completa.
Parte 2: A Casa dos Nonnos e a vivência na cozinha

A segunda etapa acontece em uma réplica fiel de uma casa típica da imigração italiana, proporcionando uma verdadeira vivencia cultural.
E aqui é onde a magia acontece, especialmente para quem busca turismo de experiência.
Fomos recebidos pela Nona com uma alegria contagiante, música e muitos sorrisos.
O ponto alto dessa parte do passeio é a parada na cozinha! Para entrar no clima, colocamos o típico lencinho na cabeça e fomos colocar a mão na massa.
A Nona me ensinou que, para mexer a polenta e não deixar empelotar, tem que rebolar o corpo e mexer a colher! Eu honestamente, me diverti muito nessa parte do passeio.
Ah, e o melhor: ganhei um brinde de fubá típico para tentar reproduzir a receita da polenta!
Parte 3: Aula de culinária com o Chef Renato Santos

Graças a uma parceria com o SENAC, tivemos como bônus adicional, uma aula prática de massa italiana com o Chefe Renato Santos!
Sabe aquela sensação de aprender o segredo do toque perfeito na farinha e sentir a textura da massa mudando nas mãos? Foi exatamente assim.
E o melhor de tudo, no final provamos a nossa massa e sinceramente até que o nosso grupo se saiu muito bem!
Mas, como comentei a pouco, essa parte da experiência não está inclusa no tour tradicional da Casa Nostra, ok?
Parte 4: O Paiol e a Lojinha

E você acha que acabou? A resposta é não, já que no lado externo, visitamos um pequeno paiol onde aprendemos como o milho era moído antigamente.
É fascinante ver o processo manual e valorizar ainda mais o que chega à nossa mesa hoje em dia.
E antes de ir embora, passei na Lojinha da Casa Nostra. Onde, a decoração é impecável e o espaço oferece diversos produtos artesanais da região.
Inclusive, é o lugar perfeito para garantir um souvenir autêntico ou levar um pouco do sabor das montanhas para casa.
O que fazer nos arredores de Venda Nova do Imigrante?
Aproveite que você já está na região de Pindobas para explorar o que há de melhor entre Venda Nova do Imigrante e Domingos Martins.
Como as duas cidades são vizinhas, preparei uma seleção com as minhas experiências favoritas para você aproveitar o máximo desse destino:
- Turismo Rural e Degustação de Cafés: Participei de duas degustações incríveis. No Empório Pedra Bonita, fiz uma degustação geral e aproveitei as ótimas opções de compras na lojinha deles. Já na Cervejaria Bello Monti, tive uma aula completa com a especialista em cafés Alice Caliman.
- Mestre Iogurteiro: No Valentim, tive uma experiência super diferente. Já que aprendi a produzir o meu próprio iogurte artesanal! É o tipo de atividade que nos faz valorizar ainda mais os produtos locais.
- China Park: Já se você viaja com crianças, o China Park é parada obrigatória. É um complexo de lazer enorme com parque aquático, teleférico e muita área verde, sendo o lugar ideal para os pequenos gastarem energia enquanto você curte a vista das montanhas.
- Pedra Azul: Bem pertinho da charmosa Rota do Lagarto, você não pode deixar de fazer a Trilha da Pedra Azul. A caminhada até as piscinas naturais exige um pouco de fôlego, mas a recompensa de chegar perto daquela imensidão de pedra e contemplar a paisagem é uma experiência imperdível.
Onde se hospedar na região das Montanhas Capixabas?
Como as atrações das região são bem espalhadas, a escolha da hospedagem faz toda a diferença na logística da sua viagem.
Se você busca aquele contato direto com a tranquilidade rural e quer focar no agroturismo, Venda Nova do Imigrante é a base ideal.
Já em Domingos Martins, o charme fica por conta da proximidade com o centrinho e aquele clima europeu delicioso que a gente ama.
Pensando em facilitar a sua escolha de hospedagem, selecionei 3 opções completas e bem avaliadas pelos hospedes do Booking:
- Pousada Altoé da Montanha – Opção econômica e próxima ao centro de Venda Nova. Nota: 9,6.
- Pousada Pouso do Barão – Localizada no Centro de Domingos Martins. Nota: 9,6.
- Chalés Laguna Alto Viçosa – Afastado do centro de Venda Nova e ideal para casais. Nota: 9,4.
Planeje sua visita à Casa Nostra
Para você não perder nenhum detalhe, anote as informações práticas e aproveite os valores atuais:
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Visitação Autoguiada: R$ 30,00 por pessoa (Valor normal: R$ 60,00).
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Horário: Todos os dias, das 9h às 17h.
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Experiência Completa (O que eu recomendo): R$ 90,00 por pessoa (Valor normal: R$ 180,00).
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O que inclui: Visita histórica, vivência na Casa dos Nonnos, participação na cozinha, degustação e brinde.
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Horários da Experiência: Sábados às 15h e 17h; Domingos às 10h e 14h.
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Gratuidade: Crianças de até 7 anos não pagam.
Eu indico esse passeio para quem busca entender as raízes da região. Não é apenas sobre comer bem, é sobre valorizar o esforço humano por trás de cada tradição que encontramos nas montanhas.
Curtiu nossas dicas sobre a Casa Nostra? Se precisar de ajuda para planejar sua visita, deixe seu comentário abaixo ou fale comigo pelo Instagram @blogmundoviajante. Beijos da Iza e até o próximo destino!













